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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mundo animado : Dani Calabresa abre seu closet


A atriz e comediante Dani Calabresa mostra o gosto pela cultura pop na escolha de seus objetos.

Quando Dani Calabresa se casou com Marcelo Adnet, em maio de 2010, empacotou seus objetos temáticos e levou para o novo apartamento. “É uma casa adulta cheia de bonecos”, conta a comediante e apresentadora do Furo MTV. Fã da Disney desde menina, quando imitava os personagens, Dani tem Walt Disney como ídolo. A paulista adora cinema e música e considera o mundo pop inspiração para seu trabalho. Aos 29 anos, ela confessa que ainda assiste a desenho animado e conta que o marido teve que se acostumar com sua coleção de DVDs. “Ele gosta! Não via tanto filme da Disney antes, mas agora, coitado, não tem opção.”


Objetos:

Vestido Doc Dog “Sou apaixonada por tomara que caia. Usei este no meu aniversário de 28 anos.”


Bolsa “Esta bolsinha dá vontade de morder!”



Sutiã Mulher Maravilha “Amo esta peça, é linda e divertida.”




Esmaltes coloridos “Ganhei de umas fãs supercarinhosas.”


Almofada E o Vento Levou “É o meu filme preferido.”



Piggy e Caco “Eles estão fantasiados de princesa Leia e Luke Skywalker. Ela tem um secador na mão em vez de uma arma.”


 
PSP “Adoro jogar, principalmente no avião.”




Caneta Ariel “Minha personagem favorita da Disney.”





CD Glee – The Music Journey To Regionals “Não consigo parar de ouvir as músicas do seriado.”



Camisa Minnie “Parece uma blusa de criança, mas não. É da loja Q-VIZU.”




 
DVD I Love Lucy “Um dos melhores seriados de comédia.”



Corrente “É o gato de Alice no País das Maravilhas.”




Livro 50s Fashion “Acho as ilustrações lindas.”


Sapatilha com lacinho “Este sapatinho fofo é de Paris, o Adnet me deu.”



Cubo Audrey Hepburn “Tenho várias coisas dela.”



Xícara de Alice no País das Maravilhas “Trouxe na mão para não quebrar.”





domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entrevista à G Magazine "Dani Calabresa: uma apimentada no humor nacional"


G: Por que ‘Calabresa’? 
Dani: "Calabresa" é um apelido que eu ganhei de um amigo que era monitor, porque eu sou de São Paulo e sou de família italiana, ou seja, tenho um sotaque engraçado! (risos) Aí, quando comecei a trabalhar como monitora infantil, as crianças começaram a me chamar de Tia Calabresa, aí pegou. Voltei para São Paulo e meu amigos começaram a me chamar de Dani Calabresa, e ficou divertido. Eu gostei. É o nome que "me" escolheu (risos), porque meu nome artístico é meu próprio nome, Daniella Giusti.
G: Há algum tempo, era praticamente raro encontrar mulher no humor. Mas, hoje em dia, você e outras artistas mudaram bastante essa realidade. Existe diferença entre o humor masculino e o feminino? 
D: Eu acho que o meu humor é parecido com o humor masculino. Eu falo palavrão, eu sempre andei com os meninos, sou bem moleca, serelepe. Tem mulheres que têm vergonha de fazer comédia e de se expor ao ridículo, mas também tem uma mulherada "mais louca" e autêntica que se joga! Estão aí Katiuscia Canoro, Talita Werneck, Nany People, Evandro Santo... (risos) G: Você é formada em publicidade. O humor a influenciou na escolha do curso ou o curso a influenciou a desenvolver o humor? 
D: Eu sempre gostei de comédia e comecei a fazer teatro com 5 anos de idade. Então eu sempre gostei de criar, interpretar e desenhar. Eu amo a Disney. Meu sonho era ser desenhista da Disney! Aí eu me interessei por publicidade e propaganda, mas não aprendi muita coisa na faculdade, não (risos). Graças a Deus, eu nunca parei de fazer teatro. Sempre acreditei e lutei muito. 
G: Nosso público admira muito o seu trabalho. Como é a sua relação com o público gay?
D: Eu AMO as "bicha"!!! (risos). Meu amigo Fabio Rabin (ele é hétero, e acho que não vai mostrar o peru aqui tão cedo) (risos) me chama de Madonna da Mooca, porque eu tenho um monte de amigos gays. Admiro muito o alto astral dos meus amigos gays, que amam dançar, malhar e estão sempre me alegrando, me apoiando...Eu sou praticamente um travesti. Madonna, maquiagem, Cher, purpurina 'nos' pubianos e pronto! 'vamos quebrá a buatchy'!!!! (risos). 
G: Sua imagem é sempre atrelada ao humor e à comédia. Quando Dani fala sério? 
D: Eu não consigo ficar séria por muito tempo, mas eu fico séria quando preciso ser responsável.G: Você é casada com o também apresentador de tv e humorista, Marcelo Adnet, e provavelmente vocês têm projetos de construir uma família. Se um dia você soubesse que tem um filho gay, qual você acredita que seria sua reação?
D: Ué, gente, vô encher a banheira da Barbie com vodka e vou brincar com ele!!! O ser humano tem uma única obrigação: SER FELIZ! (só não vou emprestar minhas melissas) (risos). 
G: O Furo MTV, programa de tv que você apresenta com o Bento Ribeiro, é um dos sucessos da atualidade na MTV. Em alguns programas, podemos ver os erros de gravação, e em muito deles vocês precisam regravar a cena por não conseguirem segurar o riso. Qual o limite entre trabalho e diversão? É mais freqüente se completarem, ou um atrapalhar o outro?
D: O Furo é um presente na minha vida. Amo trabalhar com o Bento Ribeiro. A gente se dá muito bem e parece que somos amigos desde criança! Eu choro de rir com ele e o mais legal de tudo é que essa nossa química faz com que o programa seja espontâneo e despretensioso. Somos bobocas, crianças, assumimos nossas goiabices e nossos erros, e as pessoas de casa se identificam e se divertem, Graças a Deus! O Furo nem parece trabalho! Pra dar certo, a gravação tem que ser divertida. 
G: Você trabalha na televisão desde 2007. O que mudou no seu jeito de fazer humor desde a estréia até agora? 
D: Cada trabalho pede uma postura diferente. No Furo MTV, eu sou bem agitada e "espoleta", no Comédia MTV eu interpreto várias personagens e no teatro, fazendo stand up comedy, eu sou uma combinação desses trabalhos. Ás vezes, eu improviso textos, ás vezes arrisco imitações e depende muito da platéia também, quando a galera tá receptiva eu me solto e "enlouqueço" no palco!(risos) Amo fazer comédia! 
G: Atualmente, o stand up comedy está em alta e a televisão parece absorver esse novo viés do humor, com vários programas e novos humoristas. Você acha que a massificação, que talvez seja feita pela tv, pode esgotar essa vertente? 

D: Eu não acho que esgota, não. Pode até surgir muita gente querendo stand up, achando que é um "atalho" para trabalhar na tv, mas se a pessoa não for talentosa, nem se dedicar, ela não chega a lugar algum. Mas, ao mesmo tempo, tem tanta gente criativa e engraçada surgindo, tem tantas em bares com o próprio texto. Isso é vida nova para a comédia na televisão. G: Sua experiência maior na televisão é na MTV. Como é o seu processo de criação dentro da emissora? Você tem liberdade para fazer o que imagina ou há algum direcionamento sobre o que irá ao ar? 
D: Tenho muita liberdade na MTV. No ano passado, escrevi um roteiro pro programa Furfles com meu amigo comediante Bruno Motta e eu arrisquei uma imitação de Luciana Gimenez, aí rolou legal, eu me empolguei e criei esquetes para imitar a Sonia Abrão, a Siri,ex-bbb, e a Daniela Albuquerque. Eu não sou imitadora, mas testava essas personagens para os maquiadores da MTV e, quando eles gostavam, eu pedia para entrar no roteiro do programa. E isso é ótimo! Improviso brincadeiras durante a gravação e a equipe adora quando agente contribui. 
G: O fato de ser casada com o Marcelo Adnet gera alguma comparação? Como você encara isso? 
D: Se rola comparação, eu não sei. O Adnet é super admirado porque, além de ser um ótimo ator comediante, ele é um excelente imitador, cantor, apresentador. E é lindo!!! (risos) E eu tenho um público que me acompanha de trabalhos anteriores à MTV. Então nós dois estamos ralando aí, fazendo comédia há um bom tempo e foi uma coincidência maravilhosa a MTV contratar a gente no mesmo ano. É uma delícia contracenar com o Adnet, principalmente quando tem cena de beijo e mão na bunda!
G: Ser uma pessoa conhecida faz com que você seja formadora de opinião. O que você acha sobre a homofobia? 

D: Preconceito, ignorância.G: Se você fosse travesti, qual seria seu nome de guerra? 
D: Se eu fosse um travesti, iria caprichar mais no nome, tá!(risos) Mas o primeiro que me veio à cabeça foi "Rachilda Cintilante". Se bem que, Dani Calabresa combinaria perfeitamente (risos).G: Se você fosse uma política, o que faria pela comunidade LGBT? 
D: Mudaria a cor do farol para rosa, botaria dark room nos shoppings center e mandaria construir duas bolas embaixo da Torre de Pisa (risos). G: Geralmente, trejeitos ou gírias do mundo LGBT são utilizados na composição de algum personagem. Você já trouxe alguns desses elementos para suas composições? E, no dia-a-dia, você usa alguma dessas expressões?
D: Não, no meu dia-a-dia eu raramente "aquendo a neca" ou "faço a louca"! (risos) Nem "faço xuca no parque aquático" (risos). 
G: Soubemos que você gosta das divas Cher e Madonna. Onde você costuma ouví-las? Em casa ou se joga na pista? 

D: Ouço em casa, requebrando pelada no banho (não tentem imaginar, senão vocês podem passar mal) (risos) e me jogo nas pistas! Amo ir na Trash 80, porque lá sempre toca Madonna, Cher, Britney e a galera dança muuuuuito! 
G: Você curte balada gay? 
D: As baladas gays são as MELHORES! Pra dançar, se "roçar" no balcão, enlouquecer e lavar a alma.G: Deixe uma mensagem para os leitores da G. 
D: Queridos leitores "delicinhas”, continuem fervendo com segurança (com segurança, salva vidas, guardas etc...) e sejam felizes sempre! Um beijo especial para os meus amigos gays que eu AMO tanto: Luiz Claudio, Ale Xupeta, Fagner, Vinicius, Ronaldo, Robson, Murilo, Darwin, Sidney, Ben, Bruno, Will e todos os outros que eu esqueci, mas que alegram minha vida!!!!!!!!!!


(fonte: www.danimarcelolf.blogspot.com - revista G Magazine)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Marcelo Andet : O humorista é o entrevistado da vez em nossa seção "10 Perguntas Para" em A Vida de Solteiro

Estilo de Vida



Publicado em 07/02/2011 por Equipe VS



O humor está na moda e Marcelo Adnet parece ser a Gisele Bundchen do segmento. Ok, ok... Menos. Mas o cara está em alta. Disputado a tapas por canais abertos, estrela de campanhas publicitárias, apresentador, redator e botafoguense, Adnet fala sobre limites, galãs e manias, na seção “10 Perguntas Para” de A Vida de Solteiro.


 
1) Da faculdade de jornalismo a um dos mais badalados humoristas brasileiros. Qual foi o pontapé inicial? Quando você se descobriu engraçado? A família aceitou na boa quando você informou que ia viver de humor?
Nunca pensei em fazer teatro. Estava na faculdade, quando recebi um convite do Fernando Caruso pra fazer o Z.É. – Zenas Emprovisadas. Isto faz 8 anos. Desde então estamos em cartaz aqui no Rio. Minha mãe é figurinista, meu pai é músico, sempre me deram amor e aceitaram minhas decisões.
2) Depois de receber várias propostas de outras emissoras, você recentemente renovou, por pelo menos mais um ano, com a MTV. Você acha que seu tipo de humor pode ser prejudicado pelas limitações criativas da TV aberta?
Acho que sim, mas só vou descobrir quando (e se) for pra TV aberta. Preciso de liberdade de criação e gosto de improvisar.
3) Quando formulamos essa pergunta, pulou um pop up avisando que acabávamos de ganhar um Chevette 84 por sermos a milionésima pessoa a fazê-la. Então... Como é o dia a dia de um casal de humoristas (Pra quem viveu em Marte no último ano e não sabe, Adnet é casado com a humorista Dani Calabresa). A gente imagina a seguinte rotina: “O que é o que é ? Começa com M termina com anteiga e você vai me passar agora?” É mais ou menos assim?
Hahaha! Não, nem é. A gente ri muito. Vendo TV e suas porcarias, principalmente. Vamos a cinema, restaurante, parques e estamos quase sempre de bom humor. Mas quer saber? O mau humor é fundamental. Pra equilibrar, entende?
4) Qual sua a opinião sobre o "humor do constrangimento" praticado particularmente pelo Pânico e CQC?
Pode arrancar gargalhadas, mas pode ser incoveniente. É muito difícil manter o bom senso, saber se a pessoa vai ou não se ofender. Eu acho que mandaria mal neste tipo de trabalho.
5) Alguns atores, de forma até aborrecida, alegam que o Stand Up não é teatro. Como você define o formato? Essa polêmica é realmente relevante?
Esta polêmica não é nem um pouco relevante. Para quem tem tempo sobrando pode ser muito relevante. Mas pô, galera! O pessoal enche o teatro e ri. Qual o problema?
6) Essa já foi feita muitas vezes, mas parece que ninguém chegou a um consenso. Qual o limite do humor? Onde se deve perder a piada em detrimento ao politicamente correto? Você curte algum dos seriados ou desenhos que ultrapassam esse tipo de limite?
Curto muito o “Family Guy” ou “Família da Pesada”. Mas acho que tem que ser exercitado o limite do brasileiro. As pessoas precisam aceitar mais as piadas, brincadeiras e não vestir tanto a carapuça. Para isto tudo existe o gosto. Eu pego pesado, mas no que eu acredito. O meu limite eu que dou, não os parâmetros da sociedade. E talvez esse seja meu segredo. Brinco com meus amigos que tenho um careta dentro de mim. Ou seja, sou louco, penso barbaridades, mas mora um conservador de camisa social em mim que me barra de certas coisas. Este é o meu bom senso. E nenhum bom senso é unânime.
7) Humoristas vêm ganhando cada vez mais espaço nas grades de programação e parecem até ter tomado o lugar dos galãs nas campanhas publicitárias. Ao que você atribui esse fenômeno?
Perdeu, playboy! Hahaaa! Estamos cada vez mais iguais. A internet nos nivela. O galã é de mentira, de plástico. Queremos pessoas de verdade, que sentem o que a gente sente e falem sobre a nossa realidade.
8) Além do Botafogo, o que tira seu humor?
Odeio esperar, odeio acordar cedo, perder o vôo, atrasar o vôo, acabar a bateria do celular, gente preconceituosa demais, caretice demais, loucura demais, acho que eu sou médio...

9) Das esquisitas manias da adolescência, sobraram algumas?
Elas se renovam, sempre, as manias. Mas começo a notar padrões. Gosto de aprender línguas raras – papiamentu é a do momento – de estudar a fundo um grande acontecimento histórico – Guerra da Bósnia – e de músicas estranhas e marginais.
10) Aproveita que a Dani não tá olhando e diz pra gente se você sente falta de alguma coisa da vida de solteiro.

A Dani ta olhando...


Спасибо за интервю
VALEU PELO RUSSO E PELA ENTREVISTA... BEIJOS!!!



Fonte: AVidadeSolteiro.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dani Calabresa na Revista Playboy

A espevitada humorista da MTV fala sobre risadas durante o sexo, conta como é fazer shows de comédia com saia curta e revela músicas constrangedoras que ela gosta de dançar pelada no chuveiro. 



1- Você imita muito bem Luciana Gimenez. Se pudesse escolher uma destas três coisas dela pra você, qual escolheria: o corpão, a conta bancária ou uma noite de sexo com Mick Jagger?                                                                                                                                  
A Conta bancária. Tô Feliz na MTV, mas a conta da Luciana seria maravilho!
2- Você e Marcelo Adnet, seu marido, trabalham juntos [no programa Comédia MTV]. Vocês têm alguma regra do tipo “em casa não se fala em trabalho"?
Não, a gente fala o tempo todo. Às vezes eu tô respondendo a uma entrevista por telefone enquanto a gente está comendo ou ele respondendo um e-mail de trabalho e me perguntando alguma coisa.
3- Na primeira vez que viu Adnet pelado, você caiu na gargalhada?   
Não! Gritei: “Obrigada, meu Deus” [Risos]
4- E, quando ele broxa, você nem dá uma risadinha?    
Nunca broxou! Pode escrever em maiúsculo e negrito. Nunca passei por isso com ele. Mas, se passasse, seria natural porque a gente tem muita intimidade. Quando acontecer eu vou ligar pra você.
5- Em entrevista a PLAYBOY, a humorista Ingrid Guimarães disse que riso e sexo não combinam.Concorda?                                                                                                                                    
Depende. Tem coisas que podem ser engraçadas e nem por isso fazem você perder o tesão. Fazer um strip-tease bêbada, meio caindo, pode ser legal. Não que eu morra de rir com o Adnet na cama, mas já fiz algumas palhaçadas e mesmo assim o negócio continua duro. [Risos]
6- Esse seu apelido fálico nunca lhe causou problemas?                                                
Não porque eu não vejo dessa maneira! Pra mim é natural, vem de pizza porque eu sou louca, de família Italiana, puxo o “r” pra falar. As pessoas fazem novos apelidos ridículos tipo Dani Lingüiça, Mulher Lingüiça, mas não ligo. Eu usava meu nome real, que é Daniella Giusti, mas achei que o apelido ficou simpático. Achava carinhoso, e não picante. Mas agora que você falou isso, to preocupada!
7- Se você entrasse para a indústria pornô, qual seria o seu nome de guerra?                
Rachilda Cintilante! Se bem que Dani Calabresa ia vender bem também, né?
8- Você emagreceu desde que iniciou a carreira. Hoje em dia se olha no espelho e pensa: “Que gostosa”?                                                                    
Eu emagreci 12 quilos em dois anos. Nunca fiz regime, não malho, mas nunca me achei gordinha e feia. Eu era um pudim, mas estava arrasando com os homens! [Risos.] Quando comecei a namorar, fiquei apaixonada, comecei a trabalhar mais e a viajar e emagreci. Fiquei feliz, mas não me forcei. Não me acho gostosa nível PLAYBOY, mas tenho carne, tenho onde pegar. Não sou barriga chapada, não tenho peito de silicone ou bunda dura. Não me acho a mulher mais gostosa do mundo, mais tô feliz com o meu materialzinho.
9- Para quem digita seu nome no Google Imagens, uma das primeiras fotos que aparecem é uma montagem tosca de você na capa da PLAYBOY. Você não gostaria de fazer uma de verdade? 
Ai, que medo! Tem várias PLAYBOY que eu acho muito bonitas. Eu vi a da Marisa Orth, que ela fez a muito tempo. Ficou linda! E gostei muito da que tinha a Fernanda Young. Mas hoje eu não teria coragem de mostrar meu corpo e agüentar as pessoas na rua sabendo a cor do bico do meu peito.
10- Você faz as vezes de DJ em algumas festas. Qual é o seu hit para animar a pista?            
Pois é, aprendi a dar “Play” num aparelhinho, virei DJ! [Risos.] Meu hit é California Gurls, da Katy Perry.
11- Qual é a música mais constrangedora que tem no seu iPod?
Eu gosto muito de Calypso. E gosto de Aviões do Forro e de um grupo que se chama Banda da Loirinha, que é tipo Calypso também! Eu escuto, danço, o Adnet também adora. Quem ouve vicia. Adoro tomar banho e dançar Calypso pelada.
12- Tem uma história de que todo humorista profissional é um civil mal-humorado. Procede? 
Não. [Risos.] Tem comediantes que a gente admira e que quando conhece pessoalmente vê que é uma pessoa séria. Mas acho que é porque esse meio artístico não é fácil. As pessoas escrevem muita maldade sobre você na internet. Outro dia uma jornalista de um portal foi ao meu aniversário sem ser convidada, foi super grosseira, depois escreveu que eu tratei mal a impressa, falou mal de mim. Mas estou bem-humorada, o Adnet é bem-humorado. Não conheço quase nenhum comediante mal-humorado.
13- Mulher tem mania de se comparar com as outras. Na comédia rola isso também? Algo do tipo “minha piada foi melhor que usa”?  
Acho que não. O que acontece é você escrever um texto de comédia e alguém vir e avisar que o Danilo [Gentilli, do CQC] já faz essa piada ou que o Rafinha [Bastos, do CQC] tem uma coisa parecida. Ou seja, os amigos dão uma fiscalizada entre si, mas tudo numa boa. No dia-a-dia, mulher é competitiva mesmo com roupa, essas coisas, mas nesse sentido não. Até porque tem tão poucas mulheres no humor...
14- Qual foi o lugar mais bizarro em que você já se apresentou com seu show de stand-up?  
                                                                                     Uma vez colocaram meu microfone bem na beira de uma piscina e eu passei o show inteiro com medo de dar um passo pra trás e cair lá dentro. E também me apresentei numa fábrica desativada em cima de uma guarita de porteiro, parecia uma piqueteira em uma grave. O povo me assistindo lá embaixo em pé, e eu de saia.
15- A predisposição das pessoas para rir nos seus shows é inversamente proporcional ao tamanho da sua saia?  
Acho que não. Quando eu era desconhecida e aparecia de saia curta no show, acho que as pessoas até pensavam: “Deixa eu ver quem é essa menina de saia”. Os homens ficavam um tempo olhando as pernas, vendo se eu estava de farol aceso, pensando se me pegariam. Mas hoje o cara chega ao show sabendo que é a mina da MTV, já sabem que a Calabresa é louca. Então acho que eu posso até estar de biquíni que as pessoas nem vão olhar, só vão escutar as merdas que eu tenho a dizer.
16- É bom escrever texto de comédia quando você está bêbada? 
Sabe que eu nunca fiz isso?!? Beijo desconhecidos, peço as pessoas em casamento e caio no chão, mas escrever bêbada nunca aconteceu.
17- Mulher adora homem que a faz rir. A recíproca é verdadeira?        
Não, homem geralmente não quer uma mulher que fale palavrão, que seja mais engraçada do que ele. Eles querem uma gostosa comportada. Às vezes você têm um amigo super engraçado que arranja uma namorada séria e sem graça, mas que é linda. Minhas amigas engraçadas sofrem pra arrumar homem.
18- Qual foi a cantada mais legal que você já recebeu? 
Teve uma inusitada. Um menino chegou pra mim depois do show e falou: “Parabéns pelo show! E adorei a sua saia!” Eu pensei: “Veado, né?” Daí ele completou: “Vai ficar linda no chão do meu quarto”
19- Cite uma coisa que todo mundo acha engraçada e você não. 
Alguns filmes. O Bruno, por exemplo, que é do mesmo cara que fez o Borat, não consigo achar graça. Acho que no humor você tem de se identificar com o comediante. E eu gosto de humorista mais goiaba, que ri de si mesmo, e não é afiado só pra rir dos outros.
20- Você participou do Programa do Ratinho. Tem vergonha dessa passagem na sua carreira?
Fui ao programa dele pra divulgar uma peça que eu estava fazendo, e a gente se deu muito bem. Adoro o programa dele de denuncia, ele ajuda os pobres e os lascados. Quando terminou a entrevista, ele me chamou pra voltar na semana seguinte, disse que ia falar com o Silvio Santos e conseguiu um cachê pra mim. Quando vi estava trabalhando no programa. Fiquei mais uns três meses fazendo um quadro chamadoJornal da Massa, e era divertidíssimo, quase não tinha roteiro. Então eu não tenho vergonha, tenho orgulho. 


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